Já fomos à lua. É possível fazer uma operação a cem mil quilómetros de distância. Até há psicólogos para cães. Mas ainda ninguém foi capaz de inventar um aparelho que consiga pôr os homens e as mulheres a comunicarem na mesma frequência.
Quando um homem conhece uma mulher, sua, gagueja e diz uma piada à “Malucos do Riso”. Quando uma mulher quer falar com um homem manda as amigas olharem para ele com ar de má na esperança que a hostilidade o atraia.
Como já devem ter reparado este é um artigo educativo. Tem como principal objectivo o aumento da actividade sexual entre homens e mulheres. Como? Conseguir que se engatem mais facilmente.
Para Elas
Não conseguem arranjar homem? O mais perto que estão de um casamento é quando apanham o bouquet depois de darem três estalos, seis pontapés nas canelas e vinte puxões de cabelos a quem passa à vossa frente? Têm medo de aos 60 anos ainda suspirarem sempre que vêem o George Clooney? Então sigam os meus conselhos porque sinto que são um afrodisíaco sob a forma de letras.
Sinalização decente SFF
Tenham piedade de nós. Somos uma desgraça para interpretar sinais. Temos a nossa cabeça ocupada com o nome de todos os jogadores de futebol, incluindo os suplentes, os treinadores e os massagistas. E mais... se quisermos ser aceites numa conversa de roulote, que venda febras à meia noite, ainda precisamos de conhecer pormenorizdamente a NBA, Fórmula 1, hóquei, halterofilismo, damas, natação sincronizada, ginástica rítmica, cabra cega, Jogo da Glória, Mikado, Stop e Batalha Naval.
Como podem perceber, tudo isto ocupa muita informação no nosso disco rígido. Por isso, quando estiverem interessadas em conhecer-nos, não se limitem a olhar e a esticar os lábios meio milímetro para cada lado. Para nós isso significa que um músculo movimentou-se involuntariamente e não, que estavam a querer sorrir. E mais… não virem a cabeça logo de seguida, só voltando a olhar daí a meia hora. Riam-se abertamente... mas não é preciso ser estilo Batatoon. Façam com que nós percebamos que querem falar connosco em vez de nos darem a entender que estão com micro espasmos.
A rejeição não é connosco
Só de pensar que podemos ser rejeitados à frente de uma batalhão de raparigas faz com que as nossas pernas tremam e tenhamos uma conversa de elevado nível connosco: “Vai lá. Não vou. Vai lá. Não, já disse que não. Mas porquê? Ela está cheia de amigas à volta. E depois? Não!”. Mesmo que vocês levantem um painel escrito a néon que diga “Vem cá ter comigo! Não tenhas medo”, nunca sabemos quando uma das vossas amigas pode morder-nos.
Há uma fenómeno estranho nos grupos de raparigas. Sempre que uma está mais aberta a conhecer um homem, as amigas transformam-se em seres humanos versão estátua do Museu de Cera. Cujo desporto favorito é cruzarem os braços e darem electro-choques com os olhos a todos os homens que tentam falar com a eleita. Não gostamos de audiência. Se gostássemos teríamos ido para coristas do Casino Estoril.
Mesmo quando ultrapassamos a fase da conversa connosco e vamos falar com vocês, não sei se já repararam mas as vossas amigas calam-se e ficam a observar o ritual de acasalamento como se fosse um documentário do Discovery Channel. O melhor mesmo é afastarem-se delas durante uns minutos, darem-nos um sinal, para aí sim fazermos contacto.
Saiba os que procuram os homens na próxima página
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