Mehmet Oz, o mais mediático médico do mundo, encontrou o sucesso graças à forma didática e empática como aborda temas herméticos da medicina.
Mas não só. Está também sempre aberto a divulgar novas teorias, mesmo que não tenham a assinatura dos seus pares. Com uma condição, estes devem oferecer fundamento científico.
Marrena Lindberg é um desses casos. Escreveu o livro «The Orgasmic Diet», no qual propõe um plano alimentar que devolve (ou oferece) à mulher a capacidade de atingir o orgasmo. Oz sabe que a sexualidade feminina é um complexo emaranhado de emoções e (des)equilíbrios hormonais e convidou-a a ir ao seu programa.
As sugestões de Lindbergh foram concebidas a pensar no paladar norte-americano. Quisemos adaptá-lo ao seu. O plano que aqui encontra, elaborado por Marisa Costa, dietista, propõe ingredientes saudáveis e pratos nacionais, mas é inspirado nos princípios defendidos por esse livro. Um por um, vejamos quais são.
Tanto nos homens como nas mulheres, este androgénio «é o combustível que alimenta o mecanismo sexual do cérebro. Quando há combustível, a testosterona acelera o hipotálamo desencadeando sentimentos eróticos, fantasias sexuais e sensações físicas na zona erógena», escreve a neuropsiquiatra Louann Brizendine no livro «O Cérebro feminino».
Para aumentar a sua produção, Marrena Lindberg sugere que apostemos no consumo de proteínas, bem como de zinco e magnésio. Segundo o site de Mehmet Oz, «apesar da relação entre proteína e testosterona ainda ser inconclusiva, há provas científicas que corroboram as recomendações de zinco e magnésio».
Estes são alguns dos alimentos e nutrientes onde os pode encontrar:
- Proteínas
A teoria de Lindbergh
advoga que «30% das calorias por
refeição devem advir das proteínas.
A porção deve ter o tamanho
aproximado de um baralho de
cartas». Marisa Costa discorda e
refere que deve limitar-se a «10%
a 15% do valor calórico total
diário que pode ser atingido com
5 dl de leite, 200 g carne ou peixe
(divididos em duas refeições),
mais as provenientes dos alimentos
vegetais (2 pães, 300 g de vegetais,
30 g de arroz e equivalentes)».
As suas principais fontes são a «carne, o peixe, os ovos, o leite e derivados, sendo estas consideradas proteínas completas porque contêm os aminoácidos essenciais. Nas de origem vegetal, destacam-se as leguminosas como a soja (principal), o feijão, o grão e as lentilhas. Deve-se preferir todos os tipos de peixe, carnes magras (frango, peru ou coelho) e complementar com as proteínas de origem vegetal», recomenda Marisa Costa.
- Zinco
Sabe-se que este mineral
tem a capacidade de bloquear
a ação de uma enzima que
transforma a testosterona em
estrogénio. A sua carência pode
afetar o desejo sexual e, no caso
dos homens, interfere na produção
de espermatozoides. As suas
principais fontes «são os alimentos
ricos em proteínas como carne e
peixe. A dose diária recomendada
é de cerca 15 mg por dia, sendo
que através de uma alimentação equilibrada e variada atingimos a
dose diária recomendada», refere
Marisa Costa.
- Magnésio
Reduz os níveis de
globulina de ligação de hormonas
sexuais, contribuindo para que a
testosterona se distribua no sangue
e aumente assim o desejo sexual.
«As principais fontes de magnésio
são os legumes, nozes e amêndoas.
A sua dose recomendada
diária são 300 a 450 mg por dia
que conseguimos ingerir através
de uma alimentação equilibrada»,
indica Marisa Costa.
Veja na página seguinte: Como aumentar a dopamina
O artigo foi enviado para o email indicado
Ocorreram erros, verifique os campos a vermelho