Tem uma vida profissional competitiva, tarefas domésticas que nunca mais acabam, filhos irrequietos que o deixam de “língua de fora”, preocupações com as contas e falta de descanso? Por acaso não se esqueceu daquela parte divertida e saudável? Sim, estamos a falar de sexo. Uma maneira de descomprimir dos dias duros e de se manter mais energético física e psiquicamente. Saiba como fazer do sexo um excelente exercício físico.
Quando falamos em sexo, pensamos numa relação a dois saudável em que a actividade sexual faz parte dos hábitos do casal. Uma situação normal e que jamais deve ser posta de lado. Isto porque ter relações sexuais faz bem e recomenda-se vivamente.
Na verdade, uma boa noite de amor equivale a uma hora de ginástica aeróbica, o que corresponde a perda de 400 calorias equivalente a dois chocolates. E se a “sessão de sexo” for intensa, pode-se mesmo chegar a gastar 1000 calorias! Não pense no entanto que se deve abusar do sexo, pois como qualquer outro exercício físico, o excesso também pode ser prejudicial para a saúde.
Sexo, sim, mas com amor
Segundo a Dr.ª Margarida Cordo, psicóloga clínica, as relações sexuais são apenas consideradas saudáveis quando a vertente amor está incluída. “Na realidade, a sexualidade é, naturalmente saudável se pensarmos, essencialmente que é a realização de uma relação afectiva, uma vivência pprofunda de encontro a dois. Por essa razão, as prostitutas e todos os que vivem a sexualidade comercialmente ou sob a forma de uma dependência não têm, em termos de vida, nada de sano nem qualquer benefício que daí advenha”. E acrescenta que sendo a sexualidade o que nos distingue dos outros animais, não a devemos tratar como uma brincadeira, “O sexo não é recomendado, no ser humano, quando não existe amor. Estamos a falar de sexualidade com dignidade e é isso que deve ser a vivência da sexualidade humana. Este é um assunto muito sério, que não deve ser alvo de uma abordagem superficial nem funcional, porque não é assim que se vive. Entre outros aspectos, também de grande relevância que não vem ao caso invocar, a sexualidade é o que deve distinguir o homem dos outros animais”. Assim, partindo destes princípios, o sexo é de privilegiar mas quando é feito com amor. Pode sim, ser comparado a um óptimo exercício físico mas quando é feito de uma forma sentida e feliz. Da mesma forma, se formos para o ginásio por obrigação, muitas vezes cansados e com “a cabeça cheia de problemas” que não conseguimos esquecer, dificilmente alcançaremos bons resultados físicos.
Também não podemos deixar o ginásio só porque temos uma vida sexual intensa porque um não substitui o outro. “Não se pode recomendar sexo para evitar idas ao ginásio. Não somos seres irracionais que actuam indiscriminadamente e por impulso. Não pode prescrever-se sexo para substituir o exercício físico ou a ida ao ginásio porque se perde menos tempo ou "está mais à mão", explica Dr.ª Margarida Cordo.
Sexo, um óptimo exercício físico
A relação sexual contribui para melhorar o nosso psíquico e físico recorrendo à célebre frase “mente sã em corpo são”. Na verdade, ao fazer-se amor melhora-se substancialmente o estado do nosso coração. Isto porque durante a fase dos preliminares, e a da excitação, o ritmo cardíaco acelera e tem o efeito de uma potente descarga de adrenalina provocando um aumento da tensão arterial. Assim, se por um lado, para quem sofre de tensão arterial alta pode haver o perigo de enfarte, por outro dá-se a libertação de uma hormona que se chama testosterona. Esta devolve ao coração um ritmo estável, tonifica os músculos, as artérias e controla a pressão arterial.
Existe um estudo feito por um cientista escocês, David Weiss que concluiu (após estudar mais de 3500 pessoas) que fazer sexo, pelo menos três vezes por semana, com um parceiro fixo e amado, é como se rejuvenescesse 10 anos.
O mesmo não acontece quando se troca de parceiro constantemente porque esta forma de estar privilegia a ansiedade e a insegurança.
Isto acontece porque há uma estabilidade emotiva que aumenta o desempenho sexual. As pessoas conhecem-se bem e exploram de uma forma mais verdadeira, e com menos preconceitos, o corpo do companheiro.
A satisfação de ambos cresce e segue-se uma maior tranquilidade e bem-estar.
Também está provado que o sexo, nos parâmetros acima descritos, beneficia os neurónios. No acto sexual o corpo produz endorfinas, hormonas responsáveis por uma sensação de prazer e plenitude. Há mesmo quem associe esta libertação de hormonas a um estímulo acrescido da capacidade de memorizar.
Além de todas estas vantagens, a verdade é que o corpo “trabalha” em conjunto na altura em que se “dedica ao amor”. Os abdominais, glúteos, braços e pernas sofrem um intenso exercício, óptimo para tonificar e estimular a circulação.
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