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Swing

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Estilo de vida ou perversão sexual?

O swing é um relacionamento sexual entre casais, através da troca simultânea de parceiros, que poderá restringir-se aos preliminares (ou não) e, ao contrário do que alguns possam pensar, salva casamentos, dizem entendidos.

Não pressupõe a existência de amor ou paixão, mas apenas o desejo de explorar fantasias sexuais. E se para uns é um estilo de vida, sem tabus, para outros, o swing é uma perversão sexual, dicotomia que leva os praticantes a preferirem o anonimato para não se tornarem «vítimas da condenação social». «É um assunto de que não falamos com os amigos, porque temos medo que não entendam e passem a olhar-nos de outra maneira», diz Maria, uma praticante do swing.

Um dos opositores à prática justifica a «aberração» com a resposta da Maria: «Se fosse uma coisa normal, eles admitiriam que são swingers. Não haveria mal em dizerem que trocam de parceiro entre casais». Para João, de 50 anos, o swing é uma prática anti-natural, uma aberração dentro dos nossos padrões sexuais. Contudo, admite que cada um possa fazer o que quer, desde que não obriguem a sociedade a legitimar e a legalizar «desvios».

Segundo a historiadora e psicanalista Elisabeth Roudinesco, os perversos são aqueles que aceitam traduzir nos seus actos estranhos as tendências inconfessáveis que nos habitam e que recalcamos. O que é certo é que, mesmo que habitem dentro de nós, poucos são os que têm coragem para levar à prática fantasias que colidem com os padrões de conduta da sociedade em que estão inseridos.

Os swingers culpam os códigos de conduta da nossa sociedade judaico-cristã de limitar e castrar o desejo humano. «É como se as fantasias e o desejo humano pudessem ser padronizados», argumentam os defensores da troca entre casais, enquanto os que consideram este comportamento fora do normal vêem na sexualidade finalidades reprodutivas e de manutenção da família.

Mas o que é o swing, afinal?
Swinging é a prática de actividade sexual com troca de parceiros entre casais, feita simultaneamente por ambos os cônjuges, na maior parte das vezes partilhando o mesmo espaço.

Embora o sexo em grupo seja uma prática muito antiga, o swing deverá ter começado em São Francisco, na altura em que os norte-americanos iam combater para o Vietname. A hipótese de poderem não regressar levou militares à prática do «jogo das chaves»: o jogo consistia em tirar à sorte as chaves do parceiro sexual daquela noite. Era assim que a troca de casais era feita.

O swing pode ser praticado entre vários parceiros e com diferentes graus de intimidade. A troca de parceiro sexual entre casais heterossexuais é a prática mais frequente. Contudo, também existe swing entre casais homossexuais e bissexuais, assim como entre um casal heterossexual e um casal homossexual. Tudo é permitido.

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