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Nutrição e Dietas

Fome ou emoção?

O que acontece quando é o cérebro que controla o apetite e comanda a gula

Fome ou emoção?

Quantas vezes não se viu já acometida de uma imparável vontade de devorar tido o que lhe aparece à frente? Identificar os motivos que a levam a comer é o primeiro passo para superar a fome emocional, um fenómeno que motiva muitos casos de aumento de peso. Mais do que tendemos a imaginar. Longe de ser determinado apenas pela fome, o ato de comer é orientado por inúmeros fatores de ordem biológica, psicológica, emocional, nutricional, social e económica.

Este é o ponto de partida do livro «Como Vencer a Fome Emocional», da autoria de Teresa Branco, fisiologista da gestão de peso, que se baseou nos resultados do projeto de investigação que fundamentou a sua tese de doutoramento e na sua prática clínica de 13 anos. Atualmente, afirma a especialista, «comer é um comportamento sobrevalorizado», o que se manifesta na crescente quantidade de «pessoas que apresentam comportamentos alterados em relação à comida».

Sentimentos esses que são, muitas vezes, contraditórios, «não sendo raro a mesma pessoa balançar entre a compulsão alimentar e a dieta compulsiva, mantendo sempre uma grande preocupação com o que está a ser consumido», como sublinha a mediática fisiologista da gestão de peso, que colaborou com o programa de televisão «Peso pesado», transmitido pela SIC. A explicação e as soluções, advoga, estão na compreensão da relação entre a comida e as emoções.

Compulsão ou não?

A fome emocional distingue-se, segundo a autora, da compulsão alimentar, um distúrbio identificado pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), publicado pela associação psiquiátrica americana, cujos critérios de diagnóstico incluem, entre outros:

- Episódios recorrentes com ingestão de uma grande quantidade de comida e sentindo uma grande falta de controlo ao fazê-lo

- Comer rapidamente, comer até estar desconfortavelmente cheio, comer uma grande quantidade de comida quando não se tem fome ou comer para não se sentir envergonhado, desgostoso, deprimido ou culpado

- Comer sem controlo pelo menos duas vezes por semana durante seis meses

- Não provocar o vómito como acontece na bulimia

Segundo Teresa Branco, quem come compulsivamente fá-lo por razões emocionais, mas também fisiológicas, enquanto a fome emocional é uma compulsão alimentar menos severa, incluindo pessoas que, apesar de não preencherem os requisitos do DSM, comem sem controlo.

Veja na página seguinte: O fator aditivo

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