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A dieta Dukan

A dieta Dukan

Conheça a dieta de um médico francês que é um fenómeno de popularidade em países como a França, o Reino Unido e os EUA


Kate Middleton, Jennifer Lopez e Gisele Bündchen são nomes habituais nos artigos sobre a dieta Dukan.

Criado por Pierre Dukan, apresentado no site da dieta como médico especialista em neurologia «com 35 anos de experiência em nutrição», este método é, alegadamente, o segredo dos corpos esculturais daquelas estrelas.

As várias edições do livro, um campeão de vendas em todo o mundo, atestam o sucesso mediático do regime de emagrecimento, mas não são prova direta da sua eficácia. Para dar resposta a estas dúvidas, depois de anotarmos as recomendações dadas por Dukan nos vídeos do seu site norte-americano, pedimos a opinião da nutricionista Patrícia Segadães sobre as características desta dieta.

Regra nº 1: Alcançar o peso real

O grande objetivo é permitir a quem adere a esta dieta alcançar o «peso verdadeiro», definido no site como «um peso realista e saudável que podemos ajudá-lo a ter e manter». É calculado com base num questionário on-line, que tem em conta a «história familiar, idade, género, facilidade com que ganha peso, peso atual, historial de dietas, entre outros».

«Dificilmente conseguimos obter um valor realista do peso verdadeiro sem que exista um exame observacional. Deverá ser feita uma avaliação e um estudo aprofundado da composição corporal de cada pessoa para identificar metas realistas e os pontos que devem ser trabalhados», considera, contudo, Patrícia Segadães.

Regra nº 2: Privilegiar as proteínas

A base deste plano alimentar passa por comer apenas alimentos ricos em proteínas magras (carnes magras, peixe e marisco, ovos e laticínios pouco gordos), abdicando quase totalmente de hidratos de carbono e gordura. «A ingestão de proteínas de baixo valor calórico é uma forma eficaz de perder peso na maioria das pessoas, ao favorecer a diminuição da produção de insulina, pela diminuição da ingestão de hidratos de carbono», sublinha Patrícia Segadães.

«A nível nutricional, poderão surgir alguns transtornos causados pela elevada ingestão de proteína e baixa de gordura, como o comprometimento da massa muscular, fadiga, obstipação e desidratação», acrescenta ainda esta especialista.

Regra nº 3: Comer quantidades ilimitadas

Esta dieta propõe uma lista de 100 alimentos. Quem adere pode «comer as quantidades que quiser, sem contar doses ou calorias», um fator que torna este regime mais prático do que muitas dietas.

«Está inteiramente fundamentado pela ciência que regimes com elevada ingestão de proteína promovem maior saciedade e diminuição do apetite. Mesmo sem restrições quanto à quantidade, naturalmente haverá uma diminuição da ingestão calórica. Este é um dos segredos deste regime e facilita a adesão», sublinha Patrícia Segadães.

Regra nº 4: Ingerir farelo de aveia

É a principal fonte de fibras ao longo da dieta e, nas duas primeiras fases, praticamente a única. O site refere que é deliciosa, ajuda a baixar o colesterol, cria uma sensação de saciedade e abranda o ritmo de absorção de açúcar a gordura do organismo.

«Os benefícios estão ligados ao alto teor de fibra solúvel e à presença de compostos fenólicos que parecem proteger o coração e artérias, por inibirem processos inflamatórios. O alto teor de proteína e gordura torna-o nutricionalmente mais interessante e equilibrado do que outros cereais», refere Patrícia Segadães.


Veja na página seguinte: Como funciona esta dieta

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