A alergia de contacto, também conhecida por dermatite de contacto, não é imediata. Manifesta-se na pele, 12, 24 ou mesmo 48 horas após o contacto com um alérgeno, gerando comichão e desconforto.
«Nunca acontece na primeira vez. É necessário que o organismo entre em contacto com a substância várias vezes até ocorrer uma reação», explica Margarida Gonçalo, dermatologista.
A alergia ocorre não só após contactos repetidos como também quando estão presentes outros fatores que permitem desencadear a alergia a essa substância. «Uma vez que ocorra, o organismo será alérgico a essa substância durante toda a vida, não existem vacinas para se deixar de ser alérgico», mas existem tratamentos e cuidados que podem salvaguardar a sua pele. Problema a problema, veja quais são:
«O alérgeno mais frequente é o níquel que se usa nos brincos de fantasia, nas fivelas das pulseiras dos relógios, dos cintos… Muitas vezes, libertam-se pequenas frações do metal para a pele que induzem essa reação inflamatória», elucida a especialista. «Se ao fim de algumas horas ou dias, na zona de contacto com os brincos, o lóbulo da orelha ficar vermelho, sentir comichão e formarem-se borbulhas/crostas, é muito provável que seja alérgica ao níquel», descreve Margarida Gonçalo quando questionada sobre os sinais de alarme.
O que fazer nestes casos? Retire os brincos que provocam alergia e, «quando esta surgir e se tornar incomodativa, aplique um creme com cortisona», mas sempre sob supervisão médica. Prefira brincos sem níquel, usando preferencialmente prata, ouro ou as novas ligas sem níquel. Se detetou a alergia, «realize testes epicutâneos que confirmam a alergia ao níquel e lhe indicam quais são os outros metais a que não é alérgica», salienta Margarida Gonçalo.
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