Trata-se de um avanço tão polémico como importante a vários níveis, uma vez que a diabetes tipo II é, só por si, responsável por uma enorme quantidade de sofrimento individual e colectivo.
A diabetes é a terceira causa de morte em todo o planeta e um dos principais factores de risco de aterosclerose e das doenças cárdio e cérebro-vasculares, no seu conjunto a principal causa actual de morte. A diabetes é também a principal causa de cegueira e uma das principais responsáveis por casos de insuficiência renal crónica em hemodiálise.
Provoca também lesões nervosas periféricas que se traduzem em défices de sensibilidade (polineuropatias periféricas) que por sua vez originam úlceras diabéticas arrastadas de difícil tratamento e que, invariavelmente, acabam em amputações do todo ou de partes dos membros inferiores.
Toda e qualquer infecção é, potencialmente, mais grave num diabético em virtude de um mal conhecido estado de défice imunológico que põe em risco os órgãos alvos dos agentes patogénicos. Isto para além de outros aspectos menos chamativos mas igualmente importantes. Por tudo isto, entre custos directos e indirectos, consome cerca de 15% dos recursos do Sistema de Saúde Americano, isto segundo fonte oficial governamental americana.
Os números da diabetes
Mas, mais importante do que isso e do ponto de vista social, a diabetes é uma importante causa de mal-estar, individual e familiar, responsável por uma importante fatia do absentismo profissional e social.
No campo da terapêutica médica sabemos que os diabetologistas usam cada vez mais associações de fármacos e introduzem cada vez mais cedo a insulina a qual permite um melhor controlo do nível de açúcar do sangue, o grande responsável pela acção destrutiva da diabetes. Mas, mesmo com insulina, o controle é muitas vezes imperfeito e isso significa a inevitabilidade do aparecimento das lesões e do sofrimento a elas associado que muitas vezes leva à morte.
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