Sonos trocados

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Os adolescentes parece que nunca têm sono, mas a verdade é que precisam de dormir para manterem a concentração.

Todos nós temos um relógio interno que, entre outras funções, influencia a temperatura do corpo, o apetite e os ciclos de sono. Uma criança sente, normalmente, sono pelas nove ou dez horas da noite, às vezes antes. Mas a puberdade atrasa o relógio, adiando a hora a que o adolescente começa a ter vontade de dormir. A esta razão interna juntam-se depois factores externos, relacionados com o modo de vida: o estudo (deixado para o fim do dia ou prolongado em véspera de testes e exames, por exemplo) e a socialização fazem com que se deitem ainda mais tarde.

O resultado é que a maioria dos adolescentes dorme seguramente menos do que as nove horas de sono consideradas adequadas. Parecem muitas horas, mas a verdade é que o sono é vital para o bem-estar, tão vital como comer, beber e respirar. Convém que os adolescentes se esforcem ao máximo por manter uma certa regularidade na hora de deitar, sobretudo quando têm aulas de manhã. Há excepções, naturalmente, mas mesmo aos fins-de-semana é útil manter a rotina.

Para dormir melhor

Adormecer é mais fácil quando o ambiente no quarto é propício: em silêncio e na penumbra é o ideal, se necessário com a ajuda de cortinas ou persianas, mas não demasiado densas para que seja a luz matinal a dar sinal de que está na hora de acordar.

À noite são de evitar os estimulantes, o que inclui a cafeína (presente no café, mas também em muitos refrigerantes e bebidas achocolatadas). São bem conhecidos os usos da cafeína para as longas noites de estudo – as famosas directas –, mas no dia-a-dia interfere com a qualidade do sono. De evitar, quando se aproxima a hora de dormir, são igualmente as actividades que possam manter o estado de alerta, por provocarem alguma ansiedade ou agitação: é o caso dos jogos de computador ou consola. Já a leitura é mais aconselhada pois tem um efeito calmante.

Pode haver necessidade, uma vez por outra, de compensar uma noite mal dormida com uma sesta. Mas curta e nunca ao fim do dia, caso contrário dormir voltará a ser difícil na noite seguinte. Se os hábitos de sono suscitarem preocupação, nomeadamente por estarem a interferir com o quotidiano, o melhor é ir ao médico: se houver algum problema subjacente, o tratamento adequado é meio caminho andado para uma boa noite de sono.

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