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Dânia Neto: “O amor é lindo”

Dânia Neto: “O amor é lindo”

Doce, encantadora e simpática, a atriz de 28 anos continua à espera do príncipe encantado

Depois de ter dado vida à engraçadíssima Marisa em Laços de Sangue, a atriz volta a encantar os portugueses com a prima Glória na novela Rosa Fogo, em exibição na SIC. Para Dânia Neto o melhor da sua experiência na ficção nacional são as personagens diferentes que lhe têm permitido crescer enquanto atriz. “Só assim se aprende e evolui”, diz ela nesta entrevista que decorreu num dia preenchidíssimo de gravações.

É de ascendência venezuelana mas cresceu no Algarve. Quem era venezuelano na sua família?
Os meus bisavós. Emigraram para a Venezuela e fizeram lá a vida deles. O meu pai veio para Portugal com 15 anos, pouco depois conheceu a minha mãe, casaram-se e eu já nasci cá.

Já visitou o país de origem dos seus antepassados?
Ainda não. As minhas irmãs vão todos os anos, o meu irmão também já foi mas eu nunca consegui ir, coincide sempre quando estou a trabalhar. E tenho pena porque ainda temos lá família.

A sua personagem Marisa, uma feirante muito sexy em Laços de Sangue, foi um grande desafio?
Foi provavelmente a melhor personagem que eu já desempenhei, para mim foi um bombom. Foi um projeto que ficou no meu coração, conheci pessoas fantásticas e deu-me muito prazer fazer. Depois, para além de ser um registo cómico que eu nunca tinha feito, era uma personagem muito consistente, ela vivia dramas muito reais…

…E era muito humana.
Era profundamente humana e amava muito aquele homem. Achava aquela história toda muito bonita. Além de ter o lado cómico também tinha uma parte emocional muito forte. Para mim, enquanto atriz deu-me a oportunidade de mostrar registos completamente diferentes dentro da mesma personagem.

Na rua diziam-lhe o quê?
Metiam-se imenso e achavam piada às roupas e à forma de ser da personagem. A alegria do mercado contagiou muito as pessoas que viam a novela. Era e continuo a ser muito acarinhada na rua ainda por causa da Marisa

E com a Glória Rufino, de Rosa Fogo, como está a ser?
Agora chamam-me “prima”. As pessoas também acham muita graça a esta personagem.
Também é uma mulher ingénua, que vem da terra…

É ingénua mas também é uma espertalhona. Ela não é, de todo, aquilo que aparenta ser. Não tem uma grande maldade mas tenta levar as pessoas com o jogo de cintura dela, com aquele arzinho muito frágil, parece que não parte um prato, e vai-se a ver e parte a loiça toda.

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