Amor e São Valentim - Dia dos Namorados
Por Maria Júlia Nunes
Esta semana está cheia de atenção dedicada ao Dia dos Namorados.
A alusão ao amor está em segundo plano, e o mais evidente relaciona-se com a atenção externa que se dedica à celebração: a troca de presentes, de momentos de prazer sensorial, através dos sabores, das massagens ou de outras experiências sensoriais.
É este o pretexto que escolho para uma reflexão sobre a natureza do Amor que apaixona duas pessoas e as leva a escolher estar juntas.
No início de uma relação apaixonada, tudo é optimismo, novidade intensa e esperança de perfeição. Na continuação, surgirão momentos de desencanto, de dúvida e incerteza. Nesses momentos, a esperança no amor pode vacilar, e as questões externas sobreporem-se à emoção profunda do amor.
Se isso acontecer, reflexão e total abertura interior são o melhor caminho para a verdadeira natureza da descoberta do Amor que se fortalece, através do comprometimento na escolha.
Amar o outro, numa relação de parceria, é crescer em maturidade, reflexão e aceitação. Para garantir o sucesso da relação torna-se necessário desenvolver qualidades positivas como a gratidão, o altruísmo e o compromisso. Estas qualidades positivas alimentarão os momentos de dúvida e de desilusão, pois garantem a compreensão do Amor numa escala de compreensão espiritual.
Em momentos de dúvida e de desilusão, pois garantem a compreensão do Amor numa escala de compreensão espiritual.
No compromisso da relação amorosa assumida, cada um se sente como um elemento que contribui para o sucesso da relação, na qual ambos se encontram. A satisfação individual virá do sucesso da relação e não daquilo que cada um espera obter do outro.
Esta é uma nova visão do Amor a dois, baseada na dádiva, que antecipa o receber. Na verdade, esta visão da relação amorosa, pode perceber que cada um dos enamorados não recebe do outro, mas sim da própria relação criada por ambos.
A compreensão deste processo, pode aliviar a pressão entre o casal, e dar espaço para que se possa desfrutar e obter a verdadeira satisfação que se espera da relação.
Quando o Amor é altruísta, é a relação, como foi dito, que alimenta o próprio Amor e torna a relação amorosa satisfatória e verdadeiramente construtiva. Quando o Amor é um amor egoísta, ele apenas procura satisfazer-se a si mesmo, e não dar satisfação ao outro. As relações que se construam com base neste tipo de amor egoísta, terão poucas probabilidades de se tornarem em relações solidamente estruturadas para garantirem um futuro amoroso. Ao contrário, o Amor altruísta garante que todos os anos, no dia de São Valentim, celebre alegremente a Felicidade de se terem encontrado, e terem escolhido viver juntos a maravilhosa jornada da vida.
O Amor é uma dádiva. É dando que se recebe!
Feliz dia de São Valentim!
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Maria Julia Nunes
Consultora e Formadora em Desenvolvimento Pessoal Integral
Apoio Individual e Workshops
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